A vez da construção sustentável no Brasil
Os prédios verdes, aos poucos, estão ganhando espaço no país. Porém nem tudo o que se diz sustentável, de fato é. Um jardim bem cuidado ou meia dúzia de árvores plantadas não significam que um empreendimento mereça o crédito de sustentável. Uma boa maneira de checar a vocação ambiental do imóvel é saber se ele possui certificado.
Para obter o documento, o empreendimento precisa ser construído dentro de parâmetros ambientais em todas as fases – do planejamento à operação. A boa notícia é que a busca por esse tipo de certificação cresceu 75%, de 2009 para cá.
Um dos selos existente atualmente no mercado é o Certificado Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), distribuído pelo instituto americano U.S. Green Building Council Brasil, criado em 2004. O primeiro empreendimento brasileiro e da América Latina a conquistar a certificação ambiental, foi uma agência do Banco Real, em 2007, na Granja Viana, em Cotia, SP.
Para conseguir o selo, o empreendimento precisa atender, no mínimo, a 26 exigências, de uma lista com 69. Entre elas estão: o consumo de energia, o reaproveitamento de água, o uso de materiais certificados ou reciclados na construção e no mobiliário, a localização do prédio e a baixa produção de resíduos, entre outros itens. Até o momento 10 empreendimentos no Brasil já possuem o Leed e outros 192 estão em processo de certificação - em maio do ano passado, eram apenas 119.
Outro selo disponível e bastante disputado é o Aqua (Alta Qualidade Ambiental), o primeiro certificado brasileiro para edificações sustentáveis. O documento foi elaborado em 2008 pela Fundação Vanzolini. Já são 25 processos iniciados e 13 empreendimentos certificados, entre eles, duas unidades da Leroy Merlin, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, além da Casa Natura, um espaço que mistura centro de convivência e loja da marca de cosméticos, em Santo André, no ABC.
O Aqua está fundamentado em 14 critérios de sustentabilidade divididos em quatro fases (eco-construção, eco-gestão, conforto e saúde), podendo ser aplicado em imóveis residenciais, comerciais, complexos esportivos e habitação popular.
A escolha pela compra de um imóvel de preocupações sustentáveis acaba sendo bom negócio para o meio ambiente e para o bolso. A construção pode ficar de 5% a 10% mais cara, dependendo da sofisticação desejada. Contudo, o empreendimento construído dentro dos padrões exigidos nos selos podem reduzir de 30% a 40% o consumo de energia, 50% o consumo de água, 35% a emissão de CO2 e em até 90% o descarte de resíduo, além de garantir um ambiente interno mais saudável e produtivo
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