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Crédito para imóveis de alto padrão acirra disputa entre bancos

Para não concorrer com a Caixa, outras intituições focam no nicho que representa 15% do montante total financiado.

Clientes de média e alta renda priorizam a qualidade do atendimento e a velocidade na hora de financiar um imóvel. Apesar de representar a menor parte dos contratos – de cerca de 15% do total, o que corresponde a um mercado de cerca de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões -, bancos privados e financeiras promovem uma disputa acirrada por esse público-alvo.

Para isso, os bancos focam as classes A e B, que segundo um levantamento demandarão em média de 230 mil unidades por ano, número seis vezes menor do que a demanda da classe C, de quase 1,5 milhão de imóveis ao ano, de acordo com estimativas da consultoria MB Associados.

Investimentos em melhorias de processos internos e capacitação de pessoal para atender os clientes de alta renda estão entre as principais armas dessas instituições financeiras. Segundo elas, os esforços valem a pena dado o potencial de crescimento do segmento habitacional.

A superintendência do crédito imobiliário do HSBC estima um aumento de 40% neste e nos próximos anos. Nos cálculos da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a expansão esperada para os empréstimos feitos com recursos da poupança e do FGTS é de 53% em 2010, um salto de R$ 49,6 bilhões para R$ 76 bilhões.

Publicado em: 01/09/2010

Fonte: Economia IG

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